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Sinpro Macaé reafirma importância da Lei Estadual que preserva memória de João Cândido Felisberto


Lider da Revolta da Chibata militou contra as agressões aos negros e por direitos trabalhistas

A partir de agora, escolas estaduais de ensino básico vão estimular em sua grade curricular a preservação da memória de João Cândido Felisberto, líder do movimento conhecido como Revolta da Chibata. Pela lei nº 4349, de 25 de junho de 2021, atividades pedagógicas vão “divulgar, debater e valorizar” o herói fluminense, sempre “com a devida contextualização do seu tempo histórico”.

O Sindicato dos Professores da Rede Privada de Macaé e Região reage positivamente a esta decisão, que proporcionará ao alunado conhecer de perto este personagem da história que buscou combater o racismo, a violência contra a população negra obrigada a servir o Estado forçadamente e não aceitar a exploração no campo do trabalho.

“João Cândido Felisberto é uma figura muito importante para o movimento negro porque movimentou um grupo contra as atrocidades e agressões a população negra mesmo depois da proibição delas. Além disso, bem antes do movimento sindical de institucionalizar, ele já cobrava por direitos trabalhistas como salário digno e redução de carga horária. Tratar dele dentro do ambiente escolar é uma vitória. Estamos diante de uma sociedade ainda bastante racista onde a comunidade negra ainda ocupa os espaços de maior exploração trabalhista. Sabemos que boa parte dos alunos de escolas públicas é de negros e é fundamental que eles tenham acesso a história de João Cândido”, conta Guilhermina Rocha, presidente do Sinpro Macaé e Região.

JOÃO CÂNDIDO FELISBERTO - Militar brasileiro, João Cândido Felisberto, o Almirante Negro, nasceu em 24 de junho de 1880 em Encruzilhada, Rio Grande do Sul, numa família de ex-escravizados. Entrou para a Marinha do Brasil aos 14 anos, onde presenciou penalidades a chibatadas sobre seus companheiros, apesar de este tipo de castigo ter sido abolido em 1890.

No ano de 1910, liderou a tripulação da embarcação Minas Gerais e que se revoltou contra seu comandante, que castigava um dos homens da tripulação com 25 chibatadas. O marinheiro passou a reivindicar o fim dos maus-tratos psicológicos e das punições corporais, liderando assim a Revolta da Chibata.

Outras reivindicações do movimento foram o aumento de salário, a redução da jornada de trabalho e a anistia dos revoltosos. A principal conquista da rebelião foi o compromisso do governo da época de acabar com a chibata na Marinha. João Cândido foi expulso da corporação ainda em 1910, sob acusação de ter favorecido os rebeldes. Faleceu no Rio de Janeiro aos 89 anos.

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