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Sem acordo, bancada evangélica anula eleição de comando do grupo

Frente Parlamentar Evangélica teve 3 candidatos disputando o cargo; pleito foi anulado por diferenças nos votos...



O presidente da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), decidiu anular a votação que seria realizada nesta 5ª feira (2.fev.2023) para eleger o novo líder do grupo. A bancada faria a escolha por acordo, mas neste ano os candidatos não chegaram a um consenso e houve uma votação por cédulas. A diferença entre o número de congressistas inscritos e a quantidade de votos registrados, no entanto, fez o grupo decidir pela anulação, depois de mais de 4 horas de reunião.


“A minha decisão foi pela nulidade da eleição neste momento. Vou remeter ao estatuto da frente que preconiza que nossa eleição é na 2ª quinzena de fevereiro. Vou publicar novo edital de inscrição de candidaturas”, disse Sóstenes em declaração para jornalistas....


Deputados afirmaram ter tido problemas para subscrever a participação na frente pelo sistema da Câmara. Pelas regras, apenas congressistas inscritos poderiam registrar o voto. Segundo Sóstenes, o problema foi de “inconsistências no sistema” da Câmara.


“Nós tivemos uma inconsistência na nossa lista. Muitos parlamentares evangélicos e outros não evangélicos, mas simpatizantes vieram para votar e o nome dele não estava na lista”, afirmou.


A cada nova legislatura a inscrição na frente precisa ser renovada. A frente registrou 187 deputados e 30 senadores inscritos e que poderiam votar. O número de participantes ainda pode aumentar com novas inscrições, mas para a votação foram considerados apenas os registrados antes da reunião desta 5ª feira.


Durante a votação, o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) afirmou que houve “fraude” no pleito porque, segundo ele, deputados não inscritos registraram voto. Ele considerou judicializar o caso.


“Se houver declaração de vencedor eu entro [na Justiça] porque está sendo fraudada a eleição […] Eu vi o deputado sargento Fahur, que não está com o nome na lista, votar”, disse em conversa com jornalistas.


Disputaram o cargo o senador Carlos Viana (PL-MG) e os deputados Eli Borges (PL-TO) e Silas Câmara (Republicanos-AM). Otoni de Paula também concorreria ao cargo, mas desistiu para apoiar Eli Borges.


Viana propôs desistir da candidatura caso Borges e Câmara alternassem o comando da frente nos próximos 2 anos. No entanto, não houve acordo sobre quem presidiria o grupo no 1° ano, em 2023.


O novo presidente deve ser eleito ainda em fevereiro, segundo Sóstenes. Ele comandou a bancada em 2022 e foi eleito 1º vice-presidente na Mesa Diretora da Câmara.


Em dezembro de 2022, a bancada oficializou em um culto o apoio à reeleição de Arthur Lira (PP-AL). O grupo, criado em 2003, teve protagonismo durante o mandato de Jair Bolsonaro (PL), que contou com votos do eleitorado evangélico em 2018. No governo Lula, a frente teme a perda de espaço no Congresso.


Fonte: Poder 360

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