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RJ aposta na Lei de Incentivo ao Esporte como instrumento de transformação social

Secretário de Esportes e Lazer do Rio de Janeiro, Rafael Picciani destaca a consolidação do calendário dos grandes eventos no estado e afirma que incentivar é uma oportunidade única para empresas e organizações que desejam investir em esporte e contribuir com ações sociais



Palco de duas finais da Copa do Mundo e uma Olimpíada, o Rio de Janeiro é mundialmente conhecido pelo Maracanã e seus talentos no futebol. Mas com 635 km de litoral, montanhas, rios e corredeiras, o estado também é terreno fértil para a cultura esportiva.


No mar, nas areias, em grandes maciços e até mesmo no ar, a diversidade das formações geológicas aliadas às qualidades naturais da região combinam emoções que permitem ao poder público valorizar o potencial transformador do esporte como instrumento de acesso à cidadania.


Ao longo das últimas décadas, a sociedade brasileira passou a compreender, estimular e cobrar a promoção do esporte como meio de acesso à cidadania e crescimento econômico.


A seguir, o secretário estadual de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, Rafael Picciani, detalha as ações do Governo do Estado para atrair grandes eventos esportivos, como a Lei estadual de Incentivo ao Esporte.

Como está o calendário de eventos esportivos no estado? RP: O Rio de Janeiro tem uma tradição muito forte com o futebol, há grandes times aqui, tem o Maracanã, mas o estado do Rio é a casa do esporte.


O convite que o governador Cláudio Castro me fez no início desse novo governo foi o de colocar novamente o esporte como uma pauta indutora do desenvolvimento social e econômico do estado.


Já anunciamos o retorno do Pré-Olímpico de Vôlei masculino, da Liga das Nações para o próximo ano, abrimos diálogo com o segmento dos jogos eletrônicos, vamos realizar o Gymnasiade, maior competição do desporto escolar no mundo, e anunciamos a Final da Copa Libertadores no Maracanã.


São eventos que mostram que o estado tem credibilidade e capacidade para sediar qualquer grande evento. Estamos de braços abertos.


E a que o sr. atribui a retomada desse calendário com grandes eventos no RJ? RP: Eu acredito que essa credibilidade é fruto do esforço do governador Cláudio Castro em melhorar os índices de segurança e em retomar a estabilidade econômica do estado.


A gente tem um calendário que preconiza a oferta de eventos nacionais e internacionais abertos ao público, dando a população do Rio e a seus visitantes acesso a grandes competições, em equipamentos de ponta e em um ambiente seguro e repleto de atrações.


Rio de Janeiro, esporte e lazer formam uma combinação perfeita. Resumidamente, como funciona a Lei de Incentivo ao Esporte do estado? RP: Ela institui benefícios fiscais para pessoas físicas e jurídicas que optem por incentivar o desenvolvimento do esporte por meio de doações ou patrocínio .


O que é preciso para ser um incentivador? RP: Qualquer pessoa pode incentivar, pessoas físicas ou jurídicas. Importante ressaltar que a lei autoriza duas formas de incentivo pelo benefício fiscal: patrocínio, que é a transferência direta de recursos ao projeto, ou doação, que a transferência gratuita de valores, bens ou serviços a projetos esportivos e paradesportivos.


E como o senhor avalia a legislação, qual impacto ela produz? RP: A Lei de Incentivo ao Esporte do Rio de Janeiro é um instrumento fantástico. Impacta o esporte, a economia, gera empregos, atrai turistas, movimenta toda uma cadeia de comércio e serviços, sem contar o social - importante destacar.


A contrapartida social impacta a vida de centenas de pessoas em estado de vulnerabilidade, crianças, adolescentes, idosos, que não possuem qualquer recurso para praticar atividades esportivas. E para o estado, quais os benefícios? RP: Estudo realizado pela FGV já mostrou que em média para cada R$ 1 investido, o retorno direto e indireto na economia local é de R$ 1,59. No Rio Open, por exemplo, o maior campeonato de tênis da América Latina, que há 10 anos é realizado no Rio de Janeiro, a previsão para este ano, que era de R$ 100 milhões na economia local, se concretizou.


O legado é enorme, não apenas no social, mas na economia, no turismo, no setor de hotelaria, bares e restaurantes. Os projetos já alcançam todas as regiões do estado? RP: A gente tem trabalhado bastante para levar eventos esportivos para além da capital.


Temos em Saquarema, na Região dos Lagos, o maior campeonato de surfe do mundo, o WSL. Comerciantes, profissionais da rede hoteleira e moradores costumam dizer que é “um novo Natal” na cidade, por conta do movimento na economia.


Na Ilha Grande, em Angra dos Reis, tem o XTERRA, de triathlon, outro evento internacional, presente em 42 países, que aqui no Brasil é realizado no Sul Fluminense e também na Região dos Lagos, porque tem uma edição em Búzios.


Na Região Serrana, o mountain bike se consolidou em Petrópolis. São eventos que mostram que o Rio não é apenas a praia de Copacabana, a gente tem muito potencial em todo o estado.

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