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Macaé reforça a importância da doação de órgãos e tecidos


Solidariedade. No dicionário, é o mesmo que laço ou vínculo recíproco de pessoas ou coisas independentes. Para a jovem Luíza Guimarães, de 23 anos, o significado dessa singela palavra vai muito além. Foi um gesto solidário de uma pessoa desconhecida que salvou a sua vida e renovou os seus sonhos. Em junho deste ano, ela passou por um transplante duplo de coração e rim. E é com essa bela história de superação e força, que a Secretaria de Saúde de Macaé reforça a importância do Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos (27 de setembro), que visa conscientizar a população sobre o tema.

Após uma luta que já dura quase 10 anos, Luíza quer aproveitar cada dia de forma leve e ao lado daqueles que ama. "Daqui para frente, eu quero aproveitar cada segundo dessa vida, sorrir o máximo que eu puder, ver meu filho crescer, fazer minha faculdade, muitas viagens, viver o máximo que eu puder e aproveitar mais essa chance que me foi dada, graças a uma família que sentiu o desejo de doar os órgãos do seu ente querido para salvar outras vidas. Por isso, aproveito para pedir que as pessoas exponham o seu desejo de ser doador de órgãos. Doar órgãos salva vidas, salvam sonhos. Hoje me sinto exatamente grata e feliz pela dádiva de estar viva", declarou.

Quando tinha 14 anos, Luíza foi diagnosticada com um câncer no fêmur. Ao longo de um ano fez quimioterapia e uma das sequelas do tratamento foi a insuficiência cardíaca moderada, mas após a gestação de risco, em 2018, teve uma descompensação cardíaca por conta do reflexo da gravidez e o caso passou a ser considerado grave. "Meu coração já não batia muito bem só por mim, então bater por dois o sobrecarregou. Costumava ficar muito cansada com atividades comuns do dia a dia, mal conseguia pegar meu filho no colo", disse.

Ao ser encaminhada ao Instituto Nacional de Cardiologia (INC), vinculado ao Ministério da Saúde, os médicos chegaram à conclusão de que Luíza deveria passar por um transplante de coração. Uma infecção na endoprótese que tinha na perna (uma prótese de titânio que ficava no osso no lugar de onde foi retirado o câncer), os médicos acharam por bem que a amputação era a melhor escolha no momento, inclusive por conta de um futuro transplante. "Durante a internação, por conta da infecção, os medicamentos que tomava prejudicaram os meus rins, que pararam de funcionar. Com isso, o problema de coração piorou", contou Luíza.

Luiza conta ainda que, naquele momento, os médicos decidiram que ela precisaria de um transplante duplo, de coração e rim. "Com 10 dias na fila, listada como prioridade, encontramos o doador. Foi um momento de muita felicidade e emoção! No dia 22 de junho de 2021, foi feito o transplante duplo, e deu tudo certo. Fiquei sete dias na UTI e fui para o quarto. Porém, com dois dias no quarto comecei a ter febre, tive uma convulsão, retornei para UTI e tive uma parada cardíaca lá", lembrou.

Depois de 73 dias longe da família, o reencontro foi emocionante, principalmente com o filho Paulo, de dois anos. "Achei que meu filho tinha se acostumado com a minha ausência, mas quando ele me viu, percebi que meu espaço no coração dele ainda estava lá do mesmo jeitinho e cheio de saudades. O abracei o máximo de tempo que consegui prender ele nos meus braços. Meus familiares e amigos fizeram uma carreata em comemoração ao meu retorno. Foi muito especial, me senti muito amada. Hoje estou me recuperando em casa, ao lado da minha família, que está sempre me trazendo muita força", finalizou.

Captação

O Hospital Público de Macaé (HPM), desde 2009, é referência na captação de órgãos e tecidos. Até outubro, profissionais da unidade irão passar por uma capacitação, visando reforçar e reestruturar a equipe da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIDHOTT), no município.

A doação de órgãos só pode ocorrer com autorização da família, após a realização de exames neurológicos que identifiquem a ausência de atividade cerebral (morte encefálica). A abordagem é realizada de maneira ética, respeitando as crenças e os desejos de cada família, como recomenda o Conselho Federal de Medicina.

Os órgãos que podem ser doados por pessoas mortas são: córnea, rim, fígado, coração, pulmão, pâncreas, fêmur, entre outros. Os órgãos são transplantados em pacientes que estão inscritos na lista de espera.

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