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COMISSÃO DA ALERJ DEBATE EXPANSÃO DA REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO PARA QUALIFICAR MÃO DE OBRA NO ESTADO


A ampliação da rede federal de educação como forma de qualificar mão de obra para o desenvolvimento econômico do Rio de Janeiro foi tema, nesta quarta-feira (28/06), de debate em audiência pública realizada pela Comissão de Ciência e Tecnologia, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O encontro aconteceu no auditório do campus Maracanã do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ).


De acordo com a presidente do colegiado, deputada Elika Takimoto (PT), o Rio de Janeiro vive um apagão de mão de obra qualificada e a ampliação de unidades da rede de institutos federais é fundamental para reverter esse cenário. "O IFRJ faz parte de um modelo que deu certo em todo o Brasil. Quando se abre um instituto, isso muda a vida local, dá esperança para o futuro dos jovens e desenvolve nosso estado", disse. A parlamentar ainda avaliou o campo da ciência e tecnologia como elemento central para a recuperação do estado, além de citar que instituições como o próprio IFRJ e o Colégio Pedro II formam "cidadãos para a vida, não apenas para o mercado". "Esta audiência partiu do nosso profundo interesse em discutir o avanço da rede a partir do potencial que nós temos. O que a gente precisa é estar muito articulado para avançar nessa pauta", complementou. De acordo com o reitor do IFRJ, Rafael Almada, o primeiro passo para a ampliação da rede será realizar um mapeamento, junto com outras instituições federais de ensino, dos principais gargalos de formação do estado. "Temos uma rede federal forte e entendemos a importância de ajudar as redes municipais e a estadual. O Rio precisa de formação técnica e novos espaços de educação. Expandir não é apenas criar novas unidades, mas também ampliar a capacidade das já existentes", explicou. Também presente na audiência, o deputado Andrezinho Ceciliano (PT) destacou a necessidade de se tratar a indústria como ativo importante para a economia estadual e sugeriu que a Fábrica do Conhecimento, de Paracambi, seja usada como modelo para a expansão da rede federal de educação. "Além das indústrias, o Rio de Janeiro tem um potencial agrícola muito forte no Norte e Noroeste Fluminense. O estado precisa voltar a ter o protagonismo que merece", pontuou. O diretor de Coordenação do Colégio Pedro II, Luiz Felipe Guimarães, afirmou que a instituição, nos próximos anos, deverá criar até seis novos cursos de graduação, voltados à licenciatura. "O Pedro II possui uma natureza muito específica, sendo historicamente uma instituição de educação básica. Nos últimos anos, temos ofertado também cursos de ensino superior, em Realengo, uma região do Rio de Janeiro bastante carente na oferta de cursos técnicos e superiores", ressaltou. Também estiveram presentes na audiência a secretária Municipal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Tatiana Roque; a diretora do Instituto Federal Fluminense (IFF) de Quissamã, Aline Estaneck; e o professor Luiz Edmundo Vargas de Aguiar, primeiro reitor do IFRJ.

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